O Pobre não tem Sexo

A ausência dos discursos de sexualidades na construção da noção de subjetividade na Teologia da Libertação

RESUMO

A teologia da libertação na América Latina se estruturou na opção preferencial de Deus pelo pobre. Essa opção criou uma nova metodologia, re-escreveu e re-inventou novas doutrinas e posturas teológicas, iniciou diálogos com novos parceiros e ajudou a disseminar outras teologias da libertação pelo mundo. Entretanto, essa teologia acabou por se aprisionar às ciências sociais e acabou reprimindo e abandonando aspectos importantes da vida do pobre, incluindo o corpo e as práticas sexuais. Este ensaio tenta mostrar como esses “espaços cegos” denunciam um discurso totalizante na teologia da libertação e como essa teologia confinou a noção de pobre e de sujeito dentro de perspectivas próprias e aceitáveis. O pensamento de três teólogos, a saber, aqui: Rubem Alves, Jaci Maraschin e Marcella Althau-Reid é analisado aqui numa tentativa de se mostrar como esses três pensadores ampliaram e limitaram as possibilidades da ideia do pobre na teologia latino-americana. Depois, este ensaio tenta oferecer novas perguntas referentes à definição do pobre e sua subjetividade complicando suas possibilidades. Ao fim, novos caminhos são sugeridos para que a continuação do desenvolvimento da teologia da libertação e de suas possibilidades.

A íntegra desse artigo será publicado no livro “Bíblia e Sexualidade – Abordagem Teológica, Bíblica e Pastoral,” Editor Carlos Eduardo B. Calvani,  Fonte Editorial, Sao Paulo, Brazil, 2010.

One thought on “O Pobre não tem Sexo

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